
telhado de vidro
Na quinta estive outra vez na Saraiva. Comprei meu livro sem olhar muito para os lados. Paguei. Na saída, de passagem, olhei uma pilha de livros e fui atraída por uma capa que me interessou muito. Eu sabia... Acabei comprando. Grata surpresa. O segundo livro, o inesperado, não desejado antecipadamente, tomou o lugar do primeiro. A vida é mesmo assim. 
Escrito por Ofelia às 03h43
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O mundo é um grande faz de conta (com hífen ou sem, não sei). Para mais, para menos, 'questão só de peso e medida', como compôs Billy Blanco. Que escreveu ainda: 'Mas tudo são coisas da vida'... 
A letra abaixo também é um faz de conta. Sem riso e sem choro. Apenas uma vontade de acreditar em pessoas. Não há letra invertida, nada. Só a constatação de que um mesmo riso pode ser um choro. Embora, no caso, não seja uma coisa nem outra. Canto Chorado (Billy Blanco) O que dá pra rir dá pra chorar Questão só de peso e medida Problema de hora e lugar Mas tudo são coisas da vida O que dá pra rir dá pra chorar
No jogo se perde ou se ganha Caminho que leva, que traz Trazendo, alegria tamanha Levando, levou minha paz Tem gente que ri da desgraça Duvido que ria da sua Se alguém escorrega onde passa Tem riso do povo na rua
Alegre é lugar de chegada É triste com gente partindo Tem sempre o adeus da amada O riso chorado mais lindo Eu posso cantar meu lamento Também sei chorar de alegria As velas no mar querem vento No porto é melhor calmaria
Somente a palavra "sofrência" Que em dicionário não tem Mistura de dor, paciência Que é riso e que é pranto também Define o Nordeste que canta O canto chorado da vida Reclamam no Sul chuva tanta Errou de lugar na caída
O que dá pra rir dá pra chorar Questão só de peso e medida Problema de hora e lugar /Mas tudo são coisas da vida /O que dá pra rir dá pra chorar
Escrito por Ofelia às 19h07
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