
telhado de vidro

Escrito por Ofelia às 02h15
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Entre guardados Minha mãe guardou, toda a vida dela, um pão de Santo Antônio, benzido, dentro de um pé de meia. Nunca entendi essa mistura: a suposta espiritualidade contida no pão com a representação da parte mais baixa do nosso corpo físico, o pé. Combinação tão espantosa e contrária quanto a leveza (leve, muito leve) e a dureza do pão. Dureza de pedra, embora ninguém possa chamá-lo de pedra. Santo pão duro. 
Escrito por Ofelia às 22h57
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De onde vem o riso? Vem da voz familiar há tantos anos acompanhada, das histórias de pessoas queridas, envolvendo crianças e cachorros, de velhas piadas, surradas de tão ouvidas, da sensação que, por algum momento, a vida era a mesma de antes. Não é, tudo muda, as pessoas mudam. Não importa que do outro lado da linha esteja um facilitador. Sim, aquele que sabe os caminhos a percorrer para atingir o objetivo. Capaz de descobrir o valor do lance antes que sejam abertas as propostas. Não importa. A voz é bem de família. E faz rir. Rir é possível. Ainda bem que É, MEU IRMÃO. 
Escrito por Ofelia às 01h00
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