
telhado de vidro
O primo da minha mãe era uma grande figura. Nos dois sentidos. Foi meu padrinho de casamento, estava na casa dos meus pais no dia em que fiquei mocinha e chamei minha mãe no banheiro. Ávido leitor, ávido ouvinte, gostava também de música, boa música, especialmente a clássica. Tocava piano de ouvido. A mãe, que não chegou a conhecer porque morreu quando ele era bebê, tocava divinamente, por música, segundo minha mãe. Ele me deu muitos livros, deixou discos na minha casa. Um deles, já não me lembro quem tocava, chamava-se Os Brancos Penhascos de Dover. Ouvi esse disco inúmeras vezes na saleta da minha casa. Por que me lembro disso agora? Não sei, a gente nunca sabe. Mas minha família sempre ronda minha vida, de um jeito ou de outro.
Escrito por Ofelia às 23h40
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INJUSTIÇA LULIANA
Ele ganhando ou perdendo, votei no Lula todas as vezes em que foi candidato. TO-DAS.
No meu caso, a esperança não venceu o medo, eu tinha esperança legítima de que ele mudaria os rumos do país.
Na verdade, o país mudou em algumas áreas. Mas é incompressível que Lula financie o aumento real do salário mínimo como um Robin Hood, tirando dinheiro dos aposentados que a vida inteira contribuiram com valor maior para a Previdência.
Esta é uma grande injustiça que se perpetua no governo Lula.
Alega-se aumento de 6 bilhões mensais nos cofres da Previdência se aumento real for concedido aos aposentados. Ora, por que Lula não restabelece o valor do salário uma vez e depois pratica durante outros anos a mesma política de empobrecimento?
Quando o aposentado tiver acumulado novamente perdas significativas, ele daria novo choque de ordem no salário, restabelecendo o valor real.
Duvido que o governo ficasse mais pobre por causa disto.
Escrito por Ofelia às 08h24
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Hoje vi um Woody Allen. O que Scoop, o grande furo, tem de bom? Tudo, rigorosamente tudo. Como ter o próprio Allen atuando.
Não tinha visto o filme no cinema, peguei na locadora. Não babei, mas quase.
Como é habitual nos filmes de Allen, a música (dessa vez, clássica) é maravilhosa, assim como o cenário e as tomadas de cena.
E a história?
Magnífica.
Que genialidade fazer o falecido repórter aparecer na caixa do mágico. Hilário o carrinho que WA dirigia e com o qual deu a trombada fatal que nos poupou de ver. E que bom que ele não salvou a mocinha. Ela safou-se por si mesma, enganando o vilão pela segunda vez no mesmo meio em que o conheceu - a água.
Esperava que fosse assim. Mas valeu.
Ah o nebuloso barco da morte, com a própria, de perfil, e sua inseparável foice. Allen dizendo, cartas nas mãos: 'Estar aqui não é uma desvantagem'.
Filme lúdico, inteligente, ágil.
Não consigo pensar em outro cineasta do qual eu goste tanto.
Um gênio. Que melhora ao cubo suas criações quando atua nelas também.
A crítica achou Match Point muito superior a Scoop. Não é o meu caso. MPoint tem violência visível (odeio!) e o bandido fica impune no final. Ah: e Allen não trabalha no filme. Gosto de Allen quando ele é divertido, fala de coisas sérias e diverte.
PS: Gosto de observar as roupas que Allen veste. Em Desconstruindo Harry ele usava uma camiseta branca toda rasgada sob a blusa de frio (verde?). Dei boa risada. Será que ele, ele mesmo usaria tal coisa? Sei que as camisetas brancas sob a camisa são uma constante, até com as de mangas curtas.
Escrito por Ofelia às 23h31
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