
telhado de vidro
Algumas vezes é esmagadora a saudade que sinto do meu pai. Aos 92 anos, ele tinha o entusiasmo e a curiosidade preservadas como as de um menino. Tudo para ele, quando estava bom, bem feito, gostoso, era 'especial'.
Ah, se ele visse as obras do estádio agora, correndo do jeito que estão, progredindo, como se diz, a olhos vistos. Meu pai estaria encantado, seria espectador constante nas janelas.
Dia desses, meu filho esteve aqui e se emocionou muito quando viu o estágio atual das obras. Porque lembrou 'do vovô'.
Meu pai era um homem especial, porque era bom em todos os sentidos.
Gostaria de estar partilhando minhas idéias com ele, adoraria ouvir as observações que ele faria a respeito disso ou daquilo, quanta coisa ele iria ensinar, mostrar, quantos causos eu iria ouvir.
Não há ninguém como meu pai. Absolutamente ninguém.
Que pena, que pena que ele não está vendo o que acontece aqui em frente.
Que pena de mim que não tenho a companhia dele.
Escrito por Ofelia às 12h36
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Jornais online
Fáceis de ler, bem paginados: O DIA, UOL/Folha, Tribuna da Imprensa.
Péssimo de ler: Estadão.
Chaaato de ler: O Globo.
Quem se perdeu, apesar das belas fotos: JB
Leitura dificultada, desinteresse e abandono do leitor.
Escrito por Ofelia às 16h29
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Eu imaginava que Justiça fosse coisa séria, que o JUIZ se debruçasse sobre os autos do processo e concluísse com base na lei e muito esforço de pensamento, no sentido de ser JUSTO.
Ora, fico sabendo que JUÍZES de Vara Cível só assinam os despachos, sentenças e decisões. Quem decide mesmo é o escrivão (escrivã) da Vara. Eles escrevem as sentenças, despachos e decisões. Daí aparecerem coisas como "manifeste-se o inventariante 'sob' as alegações" tais e tais.
Pior: conheço advogado que se orgulha de ser amigo da escrivã, na Vara onde montou seu feudo, há mais de 40 anos.
Que decepção para os jovens advogados.
Dizem que os processos são tantos que os juízes, se fossem ler os processos, teriam que trabalhar jantando, fazendo sexo, tomando banho, lendo, abastecendo o carro, e por aí vai.
A única justiça que funciona é a trabalhista.
Desanimador...
Escrito por Ofelia às 10h20
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Quem vai agüentar tanta luz?
Escrito por Ofelia às 18h45
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O brilho do sol no resto de chuva. Coisa mais linda.
Escrito por Ofelia às 17h28
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Parece neve, mas é chuva, pingos distorcidos pela luz do sol.
Escrito por Ofelia às 17h21
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Dúvidas:
1- as amendoeiras ficam?
2- que nome vai prevalecer, João Havelange ou Engenhão?
Escrito por Ofelia às 11h35
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O homem apoiado no alambrado olha pro alto e me vê. Chega a dar um aceno.
Logo, receoso, olha pro lado e pra trás em busca do chefe imediato. E fica sério.
Sou péssima fotógrafa, não registrei o aceno a tempo.
Escrito por Ofelia às 11h30
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Depois da velha caixa d'água, implodida quinta-feira, dia 15, cai o velho muro, antiga aspiração dos moradores do meu prédio. São pedras e tijolos com bem mais de 50 anos. Sérgio Cabral, o pai, que o diga. Ele estudou na Escola Silva Freire, essa mesmo que cedou seu campo de futebol para uma das entradas do João Havelange, a que fica na minha rua.
Na lagarta-escavadeira que derruba o muro, um homem forte, não gordo, mas algo pançudo. Sob o comando de suas mãos habilidosas e ágeis, a lagarta-escavadeira geme pra lá e pra cá. Não é um trabalho delicado, mas dá gosto ver com quanta delicadeza o homem forte, algo pançudo, de camisa verde-claro, levanta os restos do muro para botar nos caminhões, que, enfileirados, aguardam a vez de carregar o entulho.
O homem forte, algo pançudo, chega a 'arrumar' terra, pedras e tijolos na carroceria dos caminhões. Mexe com a lagarta de ferro como se fosse coisa leve a manusear. Quanta habilidade...
Quanto será que ele ganha? Não sei, não tenho a mais pálida idéia. Mas acho que ele merece muito.
É um craque.
Escrito por Ofelia às 11h23
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