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telhado de vidro Nicola Siri, o dono da Splendore, de Milão, na novela Belíssima, é o irmão moreno de Richard Gere. Por falar em Belíssima, o advogado Djulian (Giácomo Pinotti) bate um bolão em cena. Convence. E é bonitão. Deveria se apaixonar pela Safira Cláudia Raia. Escrito por Ofelia às 15h26 [ envie esta mensagem ] Até agora só ouVI Vanessa Da (ou da) Mata cantar 'ai, ai, ai'. Tem uma voz bonita, é bonita, tem presença de palco, é risonha. Gostaria de vê-la cantar outra coisa. Ainda não vi. Escrito por Ofelia às 15h20 [ envie esta mensagem ] Só rindo. Eu sou mesmo um espanto. Vejo tudo, olho tudo. Até Ratinho Júnior em plena madrugada. O rapaz é legal. Será filho do Carlos Massa? Deve ser, ou não usaria esse nome. Se for, Ratinho deveria levar o filho para o programa dele, no SBT, que reestréia às segundas, no ex-horário da Hebe. Ia ser uma ajuda e tanto. Escrito por Ofelia às 15h09 [ envie esta mensagem ] Leio na coluna do Hélio Fernandes, na Tribuna, que o programa do Tom Cavalcante bate o do Jô por um ponto na audiência. Não é de admirar. Embora Jô continue o mesmo, seu programa caiu no burocrático, dele (do programa) nada se espera além do esperado. O espantoso é que ele perca em audiência, ainda que mínima, para Tiririca. É, quem faz sucesso no programa do Tom é o Tiririca. Tom Cavalcante, acredite quem quiser, virou escada. Pro Tiririca. Tiririca, com seus trejeitos de corpo, figurino, voz e algumas piadas pesadas consegue fazer rir. É uma figura engraçada. Se tirarem o Tiririca, quem fica tiririca é o Tom. Porque a audiência cai. Aliás, Márcio Garcia vai indo muito bem com seu programa O Melhor do Brasil, na Record. Falo sério, é um bom apresentador. Simpático, ágil, falante, imprime ritmo ao programa. Se convidasse o Tiririca pra integrar a bancada de jurados, ia se dar muito bem. Isto é, melhor ainda. Um pouco de graça, hoje a cargo do costureiro Amin Khader (é isso?), não faz mal pra ninguém. Não dá pra esquecer que é TV aberta. Escrito por Ofelia às 14h56 [ envie esta mensagem ] Primeiro entregou a alma. Depois, o corpo, que adormeceu curvado no sofá da sala noites a fio, sei lá quantas, celacanto, entregue aos dias. Olhe bem, não espie!, ou você verá desconstrução, a vida a coadjuvar, sem prêmios pela interpretação de boa qualquer coisa - amiga, filha, irmã ou mãe. Quem sabe, quem viu, quem vê o chiado às 5h da manhã, os exames por realizar, as histórias por contar, as coisas pra esquecer, as coisas pra lembrar entre paredes de memória? Beber água, muita água, ovomaltine, mastigar biscoitos maizena, fazer ham-ham, olhar o céu, ver se azulou, tossir pra respirar, tossir pra esperar. Que, às 6h, a vida se renova, o corpo injeta cortisol no sangue. Ninguém sabe, ninguém viu, nunca saberá. E eu não sei? Escrito por Ofelia às 06h49 [ envie esta mensagem ] Falam da sorte do Zagallo. Muito que bem. Mas o que dizer do Felipão? Pegou uma seleção desacreditada e ganhou a Copa. Foi pra Portugal e fez bonito. Agora, a Inglaterra está interessada no seu passe(?). E não é por pouca coisa não. Sorte é sorte. Grande Felipão... Escrito por Ofelia às 19h48 [ envie esta mensagem ] Porque sim Eu gostava dele. Mas às vezes, muitas vezes o achava bobo. Como gostar de alguém que achamos bobo? Ele não era perfeito. Nem eu. Deve ter sido o inventor da pegadinha. Dizia três nomes, perguntava qual deles eu preferia. Um dos nomes era ninguém. Pois eu escolhia o ninguém, quem ele pensava que eu era pra cair nessa? Ele fazia um ar contrariado e me perguntava o porquê da minha escolha. Eu respondia apenas ‘porque sim’. E acho que ele não gostava nadinha. Da resposta e de mim. O que ele pretendia com isso? Rir da própria gracinha? Medir conhecimentos com quem sabe menos? Sei lá. Sei que outras tantas vezes eu desconhecia a resposta. Sei que era um joguinho infeliz e sem graça. Mania? Não acredito. Parecia uma coisa, assim, ‘tipo’ turma da Zona Norte versus Bolinha. Os fortes sempre se afirmaram em cima dos fracos. Ou será os fracos sempre se afirmaram em cima dos fortes? Ou os fracos sempre se afirmaram em cima dos mais fracos? Quem é que sabe? Lamento não ter dito pra ele o que eu realmente pensava. Que achava aquilo tudo uma bobice sem fim. E era. Pena que eu gostava dele.
Ora por que... Porque sim. Escrito por Ofelia às 09h58 [ envie esta mensagem ] "Eu sempre escrevi para saber o que penso das coisas". Frase da escritora americana Joan Didion. Hoje, no Segundo Caderno de O Globo. Que interessante. Escrito por Ofelia às 09h01 [ envie esta mensagem ] The Essential
“Uma música escapou do rádio para devorá-la inteira”. Foi o que li na coluna da Martha Medeiros, em O Globo, hoje pela manhã. Li sem emoção, a emoção era dela, não minha. Horas depois, com vontade de ouvir música, achei o CD da Billie Holiday, The Essential, metido em uma capinha de CD do Milton Nascimento. Às vezes faço isso, troco as capas, e não sabia onde estava o tal CD, que não ouvia há mais de três anos, ou desde que meu pai morreu. Botei o CD pra tocar sem pensar em nada. Assim que a música começou, danei a chorar. Lembrei de tanta coisa... Que fiz uma cópia desse CD pra mandar pro Sabino, um agradecimento ao livro que ele me enviou sem motivo maior, a não ser como ‘resposta’ – que ele não deu – a uma pergunta sobre palavras cruzadas. E como já sabia Freud, lembrança puxa lembrança, lá fui eu lembrando da figura do meu pai em muitas instâncias. Foi meu pai que recebeu o livro na porta e o botou sobre a mesa. E quando eu abri o embrulho e disse “pai, o Sabino me mandou um livro!”, ele falou com sua voz calma: “Depois deixa eu dar uma espiada”. Não sinto vontade de escrever sobre essas lembranças, uma a uma. Prefiro lembrar delas. Não há palavra escrita que substitua as imagens que guardo no coração. Sem que eu adivinhasse, esse CD encerrou imagens do meu pai em oportunidades diferentes. É um disco lindo, hoje naturalmente mais triste. Preciso ouvi-lo outras vezes até desincorporar a memória que a ele ficou atrelada. E minha amiga de infância, baiana de nascimento, que mora em Brasília, ainda me diz que não pensa no passado, que o passado não existe e nem o futuro. Que só existe o agora. Não é verdade. O futuro é o que imagino que vou fazer amanhã. E o passado é minha história de vida. Uma história feita de muita saudade. Escrito por Ofelia às 14h38 [ envie esta mensagem ] |
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