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telhado de vidro
E 'roubei' o texto abaixo da coluna do Moreno, no Globo. Quem quiser ler o resto precisa acessar a coluna NHENHENHÉM: “Alguma coisa está fora de ordem...” Escrito por Ofelia às 13h06 [ envie esta mensagem ] Quarenta anos do IV Centenário do Rio de Janeiro
No Centro da cidade, eu, meu pai e minha mãe vimos a chuva de prata. Eu quis pegar um pouco da chuva. Meu pai parou o carro, eu desci, não sem antes ouvir um "cuidado!" da minha mãe. E peguei o quadradinho prateado que caiu mais perto de mim. Foi há 40 anos. Em plena Revolução, que ainda não se sabia por quanto tempo iria se estender, e de que jeito, minha cidade-estado era, de fato, maravilhosa. Com Carlos Lacerda e tudo. Lembro que, ao voltarmos de Minas no Trem de Prata(tinha este nome?), eu cantava Cidade Maravilhosa olhando a paisagem lá fora através do janelão de vidro. A maravilha acabou. Todas as maravilhas não-naturais acabaram. Até o Trem de Prata. Escrito por Ofelia às 21h09 [ envie esta mensagem ] Dia desses, li no jornal do Fritz a história de um pretendente à renovação da CNH. De impressionar o que o rapaz contou a respeito do médico que queria reprová-lo a qualquer custo. Bom, o médico de hoje, em Vila Isabel, foi muito educado, foi gentil, embora não tenha me dado colher de chá. Já a atendente... Eu diria que ela fez tudo para que eu tivesse um ataque de perereca. Começo a achar que irritar o(a) 'candidato(a)' faz parte do jogo. Deve medir como o motorista se comporta no trânsito. Não é possível que os atendentes sejam tão antipáticos gratuitamente. Sou calmíssima no trânsito. Dou passagem, cedo a vez, peço passagem. Não xingo, não me irrito por nada. Mas o que essa garotada vem fazendo de provocação não é normal. Minha tia foi deitada na cama e auscultada pelo médico, teve martelinho batendo no joelho para conferir os reflexos, fiquei pasma com a história dela. Aliás, estou PASMA. Nenhuma dessas bobagens garante que uma pessoa é ou deixa de ser boa motorista. E o perigo está aí. Escrito por Ofelia às 00h51 [ envie esta mensagem ] Estou apta a dirigir... de óculos. Errei algumas das últimas e minúsculas letrinhas (mais com o olho esquerdo). Ainda bem que, prevenida, tinha ido à oculista conferir a visão e fiz óculos para longe. Uma das lentes é zero vírgula qualquer coisa. Mas lá no médico do Detran, na hora de ler, fez uma enorme diferença. Desci mais um degrau. Acho que há um momento em que a gente não desce degrau. Rola. Escrito por Ofelia às 00h20 [ envie esta mensagem ] Minhas digitais estão desaparecendo. Para falar a verdade, acho que já sumiram. A pele da minha mão está tão lisinha... E eu não havia reparado, não havia me dado conta. Quando foi que começou a acontecer? Não sei. Soube agora, quando pedi uma segunda via da identidade e o rapaz do Detran sujou meus dedos de preto. Para a carteira de motorista basta botar os dedos na luzinha vermelha. Mesmo assim, a moça chegou a passar um óleo nos meus dedos. O rapaz da identidade olhou a minha certidão do casório, viu que eu era professora na época, e comentou que eu deveria ter usado muito o giz. Que giz que nada. A perda das digitais é mais uma conseqüência da velhice. Que eu desconhecia. Escrito por Ofelia às 00h10 [ envie esta mensagem ] Da cartilha do Detran, página 19: "Use racional e responsavelmente recursos naturais, como água e o ar. Não desperdice"; Será que estou desperdiçando ar? Respirando mais do que deveria respirar? Escrito por Ofelia às 20h11 [ envie esta mensagem ] Tentei capturar o beija-flor que alegra o relógio do Itaú, postado na página de rosto do UOL. Dei um clique e surgiu a mensagem: "é primavera". Que lindo... Aliás, nem cliquei no bichinho. Bastou chegar com o cursor até ele - relógio/beija-flor. Escrito por Ofelia às 13h23 [ envie esta mensagem ] O Rio de Janeiro morreu! Viva o Rio de Janeiro! Pobre de quem precisa fazer a prova de atualização para renovar a CNH. Há poucos postos que se destinam a tal finalidade. E eles são pessimamente distribuídos por bairros. Quem mora na Zona Sul pode optar pelo posto da Barra ou do Catete (Largo do Machado). Os motoristas da Zona Norte devem ir para... Madureira. É incrível, mas não sei ensinar alguém a me levar a Madureira. Não sei ir, juro, até lá. Só de táxi. E moro no subúrbio! Bom, tentei marcar na Barra. Somente depois do dia 10. Tentei marcar no Largo do Machado. "Sinto muito, não temos mais vagas", ou qualquer coisa parecida. Pelo visto, não sou a única que acha complicado chegar em Madureira. No posto de lá há vagas para todos os dias, pela manhã e à tarde. Por que não existe um posto do Detran em Vila Isabel, Méier ou Tijuca em que possamos fazer a prova de atualização? Meu sobrinho retornou de um loooongo período no EUA. Quis validar a CNH dele no Rio, encontrou a maior dificuldade. Mudou-se para Brasília e resolveu tudo rapidinho. O despreparo de alguns atendentes nos postos do Detran chega a irritar. A mocinha por trás de uma máquina fotográfica, máquina do tipo que deve deixar a gente com sensação de desmaio ao ver a foto, atendia as pessoas sem nenhuma delicadeza. Eu me sentei, ela foi curta e grossa: "Habilitação e...", disse qualquer coisa. Olhei para um rapaz sentado em frente, que esperava a 'identificação civil', e comentei, ignorando a presença da dita cuja: "Você viu como ela falou comigo? Quase bati continência pra ela". Ela não se sentiu mal não. Continuou, 'ordeira': "Levanta o pescoço!", isto e aquilo. O Rio de Janeiro morreu! Viva o Rio de Janeiro! PS: Ainda bem que uso a Internet. Quem marca a prova pelo telefone pode se dar mal. As atendentes (os homens são sempre melhores. Pra tudo, e em qualquer lugar) não informam que será preciso pagar um novo DUDA se a pessoa não comparecer à prova no dia marcado. E só é possível desmarcar o agendamento até às 23h59(!) do dia anterior. Ora, quem agenda o exame por telefone para uma segunda-feira não tem como desmarcar no sábado ou no domingo, porque o Detran... NÃO FUNCIONA no final de semana. E o novo DUDA fica em R$70. Sou uma mulher esclarecida, com um bom nível de escolaridade. Fico imaginando o que acontece com os mais humildes. Devem apanhar muito. Aliás, como sempre. PS1: São '10' os dois atendentes do Detran no NorteShopping. Simpáticos, agradáveis, delicados com as pessoas, ainda são GENTE, não se transformaram em robôs. Pena que o posto funcione apenas para quem vai tirar carteira de identidade. Escrito por Ofelia às 13h04 [ envie esta mensagem ] Gostei de ler o VERÍSSIMO deste domingo, o último parágrafo da coluna de O GLOBO, que peço licença para REPRODUZIR aqui: "Mas voltei desta fuga mais filosófico, além de mais gordo, e minha tese hoje é a seguinte: o que é inimaginável não existe. O Universo, por exemplo. Nós não conseguimos imaginar o Universo. Seus limites, suas origens, seu fim, suas intenções, sua razão de ser. Simplesmente não estamos equipados para isto. Se você se contenta com a idéia de um Deus criador, fique com ela. Feche com ela. Porque além dela começa o grande vazio do humanamente inconcebível. E o que não pode ser concebido não tem lugar nesta esponja provisória, o nosso cérebro. Não adianta espremê-lo. Ele não foi feito para compreender o que não tem nem a capacidade de imaginar. Esqueça o Universo. Outra coisa inimaginável é a nossa morte. Ninguém concebe não existir. E em vez de perder tempo procurando alternativas para o bruto fato de que a vida acaba, console-se com isto: a nossa morte é um fato para os outros, não para nós. A nossa morte também não existe. Esqueça ela". Mas, como disse meu irmão certa vez, a cor azul existe, embora seja inimaginável para um cego de nascença. Tampouco consigo imaginar as ondas de rádio espalhadas por aí. E se elas tomam forma de alguma forma é porque existem, têm finalidade, razão de ser. O texto do VERÍSSIMO é belíssimo porque simplifica a vida. A vida é que não é simples. Escrito por Ofelia às 10h45 [ ] [ envie esta mensagem ] |
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