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telhado de vidro Evacuação, teu nome é América Leio e ouço em quase todas as notícias sobre Nova Orleans a palavra evacuação. Como diria o jornalista Hélio Fernandes, que palavra! Evacuação é hoje a cara dos EUA e do seu presidente Bushit, que tem feito merda sobre merda no seu país e no país dos outros. Eu estava no banheiro, local bem apropriado para pensamentos deste tipo, e pensava na merda em que os negros de Nova Orleans estavam atolados, na merda que emergia em solo americano para revelar ao seu próprio povo e ao mundo a merda de país em que os EUA se transformaram. Evacuação, teu nome é América. Não sei se os netos hão de ver. Ou os bisnetos. Mas tenho o sentimento, no passado considerado absurdo, que os EUA hão de chafurdar de vez na merda um dia. Assim como a bomba atômica foi usada duas vezes não para acabar com a guerra, mas para demarcar território e exibir ao mundo (leia-se União Soviética) quem era o maior, hoje os EUA continuam a invadir o quintal alheio para movimentar sua indústria de armas e mostrar mais uma vez ao planeta quem é que manda nele. Manda? Será que manda? Iraquianos e afegãos não precisaram de poderio bélico para ver uma cidade americana flagelada, e prestes a sair do mapa como disse um brasileiro tipo repórter Esso, testemunha ocular da história. Os EUA são uma falácia. Basta lembrar da caixa da janela do ônibus espacial Discovery despencando pouco antes da partida. Basta lembrar desse Discovery à Sérgio Naya, que mais uma vez botou em risco a tripulação. Os EUA lembram a casa de ricos em que acontece a festa do Anjo Exterminador, de Buñuel. Embalado pelo sonho americano, o povo não consegue transpor a porta da realidade, está preso (com licença do Aldir Blanc) ‘numa transversal do tempo’, embora já comece a pressentir como é frágil o seu país, que merda está a sua nação sob o comando desse republicano reeleito. Vem mais furacão por aí. Um furacão é anjo exterminador de lugares. E de idéias de merda como as de Bushit. O mundo assiste aos acontecimentos reais da mesma forma que, no passado, assistia (embevecido) aos filmes em que o mocinho americano chegava no final para salvar a pátria do vizinho amigo. Hoje, o mocinho não consegue salvar a sua pátria. E eu morro de pena disto.
Escrito por Ofelia às 10h52 [ envie esta mensagem ] Faço 59 anos em setembro. Estou na adolescência da velhice, aquele período em que ainda não usufruo das 'benesses' dos sessenta, mas me tratam como se eu há muito estivesse pra lá de sexagenária. Afinal, 59? Escrito por Ofelia às 12h56 [ ] [ envie esta mensagem ]
Os trens que eu vejo da minha janela, mas de outro ângulo. Estou no terraço do prédio, que tem cinco andares. Com os pilotis, seis. Dá pra ver um pedaço do campo de futebol da Silva Freire. Outra dúvida? A escola, que - dizem - é tombada, vai sair daqui? Eu não torço pra nada, a não ser para que o prefeito encha o local de verde, muito VERDE. Se eu pudesse escolher, teria construído um enorme jardim aqui em frente. Tipo Central Parque, em NY. Uns dizem que a violência chegará com o estádio. Torcidas costumam ser incontroláveis. Outros acham que a área ficará mais povoada. Será? O bom disto aqui era a baixa densidade populacional, era poder abrir a janela e não ter nada e nem ninguém em frente. Espero que o estádio fique lindo, que seja bem utilizado, que a juventude pobre do bairro tenha aonde ir. A pobre, claro, alguns moram aqui e não são pobres, divertem-se quando e onde querem. Minha pergunta agora é: quem foi Doutor Padilha? Preciso pesquisar. Como é que eu não sei? Escrito por Ofelia às 11h26 [ envie esta mensagem ]
Quem levanta as placas? São eles. Como é o nome deles? Não sei. Guindastes? Escrito por Ofelia às 11h05 [ envie esta mensagem ]
A Telemar, a torre da igreja de São José, alguns carros estacionados no pátio da escola Silva Freire. Tentei pegar um trem colorido da Supervia que passava lá atrás. Não deu tempo. O velho trem foi mais rápido. Escrito por Ofelia às 10h57 [ envie esta mensagem ]
Os de amarelinho trabalham dia e noite. Quase não há poeira. E o ruído é desprezível. Escrito por Ofelia às 10h51 [ envie esta mensagem ]
Mais trens, blocos pré-moldados, o protetor laranja da prefeitura. O arredondado à direita será a entrada do estádio que dá para a Rua das Oficinas. Uma delas, há outras três entradas. Escrito por Ofelia às 10h44 [ envie esta mensagem ]
Eu falei em dois ou três trens junto ao muro? Que nada! Do terraço do prédio é possível ver um monte deles encostados num ou noutro canto. Os telhados? São do conjunto dos ferroviários. Uns dizem que os prédios serão demolidos. Outros juram que não. Com quem está a verdade? Escrito por Ofelia às 10h37 [ envie esta mensagem ]
Vãos nas colunas esperam pelo encaixe das placas pré-moldadas. Não estão muito na beirada? Escrito por Ofelia às 10h29 [ envie esta mensagem ] |
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