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telhado de vidro A gente vive se defendendo de tudo. Do prédio que cai, do flanelinha que dá o tíquete adulterado e, dono da rua, diz que dá outro, correto, mas só eu tirar o carro dali. E é preciso enfrentá-lo de igual para igual, sem medo (ou ele me passa a perna), até chegar o verdadeiro responsável pelo ponto, ao qual entreguei e recomendei o carro. É preciso se defender do exame errado de laboratório, telefonar pra longe e pedir o resultado correto. É preciso se defender da cobrança indevida do banco. É preciso... Deus, estou cansada de me defender das coisas e das pessoas. Escrito por Ofelia às 18h40 [ envie esta mensagem ] Ponto e vírgula; Escrito por Ofelia às 07h55 [ envie esta mensagem ] E é claro, ao contrário do que afirmam, que a foto do Clint Eastwood (do qual tanto gosto, seja como ator ou diretor de cinema) na revista M, do Le Monde, foi photoshopada. Ele está muito mais envelhecido do que a revista mostra na capa. Ou tvez o jogo de luzes para a foto o tenha rejuvenescido artificialmente, dispensando o photoshop. Escrito por Ofelia às 18h27 [ envie esta mensagem ] Leio que a luz foi cortada m Campos para forçar a saída de moradores. Tudo bem, vale a intenção. Os fins, dizem, justificam os meios. Mas tem gente que não tem mesmo pra onde ir. O que eles fazem? Se não tiverem $ no bolso então, o que é muito provável, fica quase impossível resolver a situação.
Escrito por Ofelia às 12h00 [ envie esta mensagem ] Um doente, especialmente se tem câncer, perde todo o seu carisma, seu charme. Olho pro Lula e é isto que vejo. Olho pro Gianecchini (nunca sei como é) e sinto a mesma coisa. Mas, assim que eles derem o pulo do gato, o cabelo voltar a crescer e a barba, no caso do Lula, tudo se estabiliza. A imagem de doente é que não faz graça pra ninguém. Retirar o câncer e continuar com a mesma cara é uma coisa. O padecimento é que destrói. O doente e sua imagem. Escrito por Ofelia às 13h46 [ envie esta mensagem ] 'A gente dá um jeito' é o mantra para 2012, me diz a amiga Maria Rita, reproduzindo a fala da irmã Fátima. Por que a gente dá um jeito? Maria Rita lembra que sempre demos um jeito, desde nossas mães. Adorei e vou repetir pra mim mesma pelo menos uma vez por dia, embora não seja necessário repetir. Escrito por Ofelia às 00h55 [ envie esta mensagem ] Enfim 2012... Seja muito bem-vindo. Você começou bem, que bom. Bem-vindo, bem-vindo, bem-vindo! Escrito por Ofelia às 00h53 [ envie esta mensagem ] Abrir o jornal é sempre uma surpresa. Desta vez e em grande parte das vezes, desagradável. Como imaginar que Fred Suter, tão elegante, bem posto, até mesmo bonito, morreria de Alzheimer aos 64 anos? Minha mãe morreu com a mesma doença aos 87, quase 88. Aos 64 é quase incompreensível. Ele adoeceu cedo. Talvez antes dos 60. Melhor não pensar na vida, mas num ano que ainda vem por aí.
Escrito por Ofelia às 12h54 [ envie esta mensagem ] Microfonia na minha vida... Perdi o som do caminho. Pra onde vou Não vou sozinha. Escrito por Ofelia às 12h54 [ envie esta mensagem ] De volta ao começo. Refém de nada. Escrito por Ofelia às 12h04 [ envie esta mensagem ] Espia, espia, espia, espia... Expia, expia, expia, expia, expia, expia... Escrito por Ofelia às 12h03 [ envie esta mensagem ] TRADUZIR-SE Ferreira Gullar Escrito por Ofelia às 10h53 [ envie esta mensagem ]
Achados e perdidos
Tenho muitos guardados e apegos. São coisas sem utilidade, que ocupam espaço nas gavetas e na vida. Coisas que não consigo jogar fora. Vc é uma delas. Talvez porque tenha surgido em minha vida num momento de muita fragilidade pessoal. Minha separação era coisa de dias. Lembra do que vc escreveu pra mim (não sei se plagiando alguém...)? ‘À Ofélia, por uma solução e não um soluço’. É o que venho te pedir hoje, solução. De soluços, acredite, eu já não entendo. Faz tempo e o tempo faz. Foi-se aquele em que eu teria feito qualquer coisa por vc. Hoje, nem preciso ouvir aquela fita que retirei da secretária eletrônica. Eu a sei de cor. Tão pensada qto o esforço de Woody Allen para conquistar Julia Roberts em Todos dizem eu te amo, tendo acesso, através de um furinho na parede, às fantasias que ela confessa à analista. A diferença está no interesse. O de Allen era real. Desculpa se não consigo trocar o nome do filme. A tradução brasileira é literal. Eu a trocaria, se pudesse e há muito tempo, desde que sua voz me disse: “Oi dona Ofélia, Por que a senhora não falou mais pra mim? Eu queria saber como vc está, como está vendo o horizonte: o meu, o seu e o do mundo. Fala pra mim quando vc puder. Um grande beijo pra vc. São 12 horas e .... minutos. (seu nome)". Jane Fonda disse em seu blog, a respeito do que falar sobre o amigo Michael Jackson. “Às vezes é preciso deixar a vida seguir seu curso sem comentários...” Desta vez não consegui. Sabe por que gosto de Allen? Porque ele tem respeito pela condição humana (coisa que um dia, admito, cheguei a perder em relação a vc). Porque nosso eu interior guarda muito mais emoções do que jamais conseguiremos exteriorizar, ainda que passemos 20 anos no analista remexendo o fundo da alma. É lindo ouvir Julia Roberts (no filme ela ainda usava chupeta, de tão nova) dizer a Allen: “Eu sou louca”. E logo a seguir, tbém pra Allen: “Eu diria que vc é louco”. Ou quando Goldie Hawn comenta com Allen ao final do filme, após o lindo balé ‘doméstico’ (tinham sido casados) dos dois. “Acho que somos loucos”. O que é a loucura, vc sabe? A loucura é simples assim, feita de gestos e palavras, de pequenas coisas. Como teria sido a minha vida se eu não o tivesse encontrado? Jamais saberei (esta pergunta lembra de certa forma o que Allen e Hawn dialogam no final do filme). ‘A vida é engraçada’, ‘quem poderia imaginar’. ‘Vamos, está tarde’. É o que eles dizem no filme. Um filme é um filme, é um filme, apenas um filme. Vamos desligar o dvd. De uma vez. E para sempre. Escrito por Ofelia às 13h10 [ envie esta mensagem ] Escrito por Ofelia às 16h01 [ envie esta mensagem ]
Só mesmo assim, quse dentro do paino, eu fico de cara com um gatinho... atchim! Escrito por Ofelia às 18h39 [ envie esta mensagem ] |
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